Caminhada movimenta mais de 1.500 pessoas pedindo paz segurança e justiça em Campo Belo do Sul.

Marlene Catarina Pletsch, de 52 anos e sua mãe Serasélia Neis, de 74 anos foram mortas a tiros de revolver que atingiram a cabeça, por volta das 17h30 na casa onde moravam na localidade de Morro do Chapéu, distante cerca de 4km da sede do município. A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).

Marlene era esposa do ex-vereador e atual secretário da agricultura Edemar Pletsch e foi quem encontrou a esposa e a sogra mortas na área de serviço da casa.

Marlene morava com o marido, com a filha de 22 anos e com a mãe Serasélia. Um outro filho, Gil Augusto Pletsch, reside em Guiné Equatorial (país da África) onde trabalha em uma empresa de Tecnologia da Informação (TI).

A família reside em Campo Belo do Sul há mais de vinte anos. Natural da cidade gaúcha de Não-Me-Toque vieram para a terra dos grãos e dedicavam-se a agricultura antes de Edemar entrar na vida política.

Com medo! É assim que podemos definir os dias após a morte das mulheres campo-belenses. A população está amedrontada e clamando por justiça, uma vez que este é o segundo caso de assassinato duplo no pequeno município com aproximadamente 7.400 habitantes.

Com faixas, cartazes e frases pedindo segurança e justiça mais de 1500 pessoas foram às ruas com roupas brancas pedindo paz. A multidão percorreu pontos estratégicos como a delegacia de polícia, o fórum, a igreja e a prefeitura. A família, o marido e os dois filhos, além de irmãs e sobrinhos caminhavam à frente carregando fotos de Marlene e Serasélia.

A filha Giliane diz se sentir bem aparentemente pela mobilização e ajuda dos amigos que apóiam a causa. “Queremos a segurança para nossa cidade e esperamos que não aconteça isso com mais ninguém pois é muito ruim”, comentou a filha de Edemar. O filho Gil também caminhou ao lado do pai e da irmã.

Para o vice-prefeito Tadeu Martins o fato ocorrido é lamentável e de uma crueldade extrema. “Isso está criando um pânico principalmente na classe produtora e sociedade de Campo Belo do Sul e esse movimento é para chamar a atenção de toda a comunidade e autoridades para não se conformar com tais situações. Temos que enfrentar essa situação e fazermos com que haja justiça e acabe com essa impunidade”, enfatizou o vice-prefeito.

“O sentimento é de dor”, comentou Edemar Pletsch, marido de Marlene. Ele agradeceu a população pela mobilização e disse que a esperança é a última que morre e espera que se faça justiça e diz confiar plenamente na justiça e nas autoridades que estão cuidando do caso.

O comércio fechou as portas e a comunidade unida mostrou que juntos somam forças. Eles pedem por mais segurança, policiais nas ruas e que o crime seja solucionado e os culpados paguem pelo crime cometido.

Mãe e filha eram muito queridas na comunidade e não mediam esforços para agradar as pessoas que as visitavam. Gostavam do artesanato e Marlene participava de diversas entidades do município dentre elas a Associação Sociocultural das Mulheres Cavalarianas, Núcleo Feminino da Copercampos e Casa Catarina.

De acordo com o prefeito do município Padre Edilson de Souza a família é tradicional, muito conhecida e o que se espera é justiça.

Velório reuniu centenas de pessoas e a tristeza e comoção das pessoas resultou num pedido de justiça.


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